13 junho 2005

portuguesa.



vou por caminhos de pedras não me encontro com ninguém.

sem memórias e sem histórias. tropeço caio levanto-me. ninguém vê, ninguém lamenta. esfrego os joelhos e sigo.

direita a quê? sei eu lá!

a um sítio onde a terra trema, haja caudais transbordantes, ventos de arrancar cabelos.

um sítio onde se sinta com tanta força que os dentes se quebrem de se cerrar.

vou por caminho de pedras. não quero mal a ninguém. só não me apetece a esperança que me emprestam dia a dia as palavras estimulantes.

é que eu não quero ter esperança. hoje pelo menos não quero.

quero ter o desespero de quem vê chegar o fim.

vou por caminhos de pedras cheia de pena de mim!

2 passos

Blogger wind andou...

Mas os caminhos de pedras têm fim e uma nova esperança renasce:) beijos

segunda jun 13, 09:52:00 da tarde  
Blogger OrCa andou...

E não é sempre de nós que temos pena? E não é por isso que, contra ventos e marés, pensando no outro logo existimos, como nos dizia José Gomes Ferreira?

Sofridas as tuas palavras, onde pressinto, entre a lágrima teimosa, um cerrar de dentes... E não são estas as "palavras estimulantes", não. São apenas o eco que colho das tuas.

segunda jun 13, 11:45:00 da tarde  

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